Wikileaks revela que os EUA mantiveram durante anos em Guantanamo 160 presos inocentes
Washington – O Wikileaks publicou cerca de 700 documentos onde revela que os EUA mantiveram presos em Guantanamo, durante anos, 160 prisioneiros inocentes ou pouco perigosos, enquanto libertavam perigosos extremistas.
O Wikileaks revelou mais de 700 documentos secretos, que mostram como os Estados Unidos mantiveram encerrados durante anos, sem julgamento, sem comunicações, e sujeitos a interrogatórios sem a presença de advogados, 160 presos inocentes ou pouco perigosos na base de Guantánamo, em Cuba, enquanto libertavam perigosos extremistas.
Os documentos são relatórios dos oficiais dos serviços secretos do exército dos Estados Unidos e foram enviados a jornais como o "New York Times" e o "El País” que concordam que a documentação demonstra como os procedimentos para avaliar as ligações de 700 indivíduos detidos em Guantánamo a organizações terroristas eram “inconsistentes e questionáveis”.
Nos documentos agora revelados, encontram-se registos meticulosos feitos ao longo dos anos, referente aos prisioneiros: não só as suas frases durante os interrogatórios, mas todas as suas conversas enquanto estiveram presos. Mesmo apesar de provada a irrelevância de toda essa informação, os detidos eram mantidos presos, em nome da “eficácia” do programa, e continuavam a ser submetidos a vigilância apertada.
Segundo consta dos documentos, em Guantánamo encontram-se ainda 172 prisioneiros cuja eventual libertação ainda é classificada como uma “ameaça de alto risco” para a segurança nacional pela Administração, que se recusa a libertá-los.
No entanto, essa mesma classificação não impediu a saída de um terço dos 600 prisioneiros transferidos da ilha. Como refere o “The New York Times”, um dos factores que mais pesava para a libertação de detidos era a nacionalidade.
A Casa Branca já reagiu à divulgação dos documentos, considerando “infeliz” e “despropositada” esta divulgação e sublinhando que as avaliações realizadas durante a presidência de George W. Bush foram posteriormente revistas pela Administração Obama.
(c) PNN Portuguese News Network
2011-04-26 11:22:14
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