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Angola

Último dia da visita de Merkel

Angola: Líder da oposição apela à democracia

Luanda - A chanceler alemã, Angela Merkel e o líder da oposição angolana, Isaías Samakuva, estiveram reunidos esta quinta-feira, 14 de Julho, no último dia da sua visita oficial a Angola.

Na presente deslocação de Angela Merkel a Angola, nos dias 12, 13 e 14 de Julho, com o objectivo de fortalecer as relações entre Angola e a Alemanha, Isaías Samakuva, líder da União Nacional para a Independência total de Angola (UNITA) aproveitou para expressar à chanceler alemã o desejo ver os investimentos estrangeiros beneficiarem também a população angolana.

«Se, por um lado queremos que a Alemanha esteja aqui, por outro também queremos que os investimentos alemães tenham em consideração a questão da promoção da democracia», referiu o líder da UNITA em declarações à imprensa.

No encontro de Isaías Samakuva com Angela Merkel, para além da situação política e económica do país, foram também abordadas questões sobre a liberdade de informação e imprensa. O líder da UNITA é da opinião que a imprensa pública revela preferências partidárias, e frisou ainda que os jornalistas não tiveram possibilidade de tirar fotografias durante o seu encontro com a chanceler alemã.

O líder da oposição referiu que, quando o encontro foi proposto à embaixada da Alemanha, tinham em mente algumas questões que a própria chanceler veio a colocar, tais como situações ligadas à democracia e às diferenças entre o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, e a oposição.

No Fórum Económico Angolano-Alemão que tem lugar hoje, 14 de Julho, num dos melhores hotéis de Luanda, Angela Merkel reconheceu que existe ainda uma longa caminhada rumo ao desenvolvimento do país africano. Garantiu que a Alemanha está disposta a colaborar com Angola, principalmente nos sectores da educação e formação profissional e construção de infra-estruturas.

(c) PNN Portuguese News Network

2011-07-14 15:57:04

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Comentários
  
Nkusu  2012-08-22 11:56:57
Vê-se logo que a Chanceler alema nao quer comprometer-se muito na politica de Angola. Ela nao disse que ia ajudar Angola no dominio da Democracia, assunto sensivel e delicado. Queria também que o senhor representante ou lider da oposiçao em Angola, que a Democracia passa ou deve passar por Cabinda. Se Cabinda é uma provincia incontestavel de Angola, porquê todos esses maus tratos aos natos daquela provincia? Mesmo quando a Unita dominava, o Mpla tinha interesse em recuperar as populaçoes, ditas em poder dos imperialistas, isto é, nas maos da Unita. Curioasamente em Cabinda, toda a gente esta pronta a MATAR todo aquele que é nato da dita provincia angolana de Cabinda. Senhor Samakuva a Democracia é também respeitar a vontade do povo, essência mesmo da sua existência. Senao, calemo-nos edeixemos de praticar a eterna Demogogia.

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