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Os vinte e três cabindas que Angola quer na prisão

Cabinda – A resistência e a sociedade civil cabindesa alertaram sempre que existia uma lista com os nomes de nacionalistas cabindas que Angola pretendia deter a fim de extinguir as correntes independentistas no exterior. Apesar de Luanda negar, supostamente, o documento existe.

Segundo vários testemunhos a lista inicial foi alterada logo após o ataque da FLEC a 8 de Janeiro contra selecção nacional de futebol togolesa que se deslocava a Cabinda para participar na Taça das Nações Africanas. Após os assassinatos de Gabriel Nhemba «Pirilampo» e Maurício «Sabata», assim como o desaparecimento de João Baptista Júnior «Vinagre», os rumores prosseguiram aludindo que os nomes dos três guerrilheiros constavam no referido documento.

No início de Junho, a detenção de Agostinho Chicaia no aeroporto de Kinshasa suscita novamente dúvidas sobre a existência da «lista angolana». A DGM (Direcção Geral de Migração) congolesa terá justificado a detenção do presidente da extinta Associação Cívica de Cabinda – Mpalabanda como no cumprimento de um pedido formulado oficialmente pela embaixada de Angola em Kinshasa que solicitava a detenção imediata de mais de duas dezenas de cabindas residentes no estrangeiro, assim que fossem identificados. O nome de Agostinho Chicaia constava nessa relação e, para a DGM, a sua libertação dependeria exclusivamente de Angola.

Segundo fontes da PNN na lista, recomposta após o ataque de 8 de Janeiro, constam os nomes de Afonso Massanga, Agostinho Chicaia, António Kitembo, Carlos Moisés, Estanislau Boma, Francisco Lubota, Jean-Claude Nzita, João Baptista Gimi, Joel Batila, José Luis Veras, Kimbakala Buco, Landu Kama, Martinho Lubango, Ngimbi Carneiro, Norberto Itoula, Natalício Chincocolo, Nzita Henriques Tiago, Osvaldo Buela, Rodrigues Mingas, Roland Bembely, Sabina Chibinda e Stephane Barros. Gabriel Nhemba «Pirilampo», Maurício «Sabata» e João Baptista Júnior «Vinagre» teriam constado na mesma relação.

As mesmas fontes adiantaram que o Governo angolano teria transmitido a «lista» a todos os seus parceiros políticos internacionais, entre os quais a República Democrática do Congo (RDC) que procedeu imediatamente à identificação e localização dos «suspeitos» eventualmente presentes no seu território. Terá sido também com base neste documento que alguns dos nomes citados fossem interrogados em vários países e que provocou a aceleração das diligências para a detenção de Rodrigues Mingas em França.

Perante a mediatização da detenção de Agostinho Chicaia e das declarações da DGM aos responsáveis do OCDH (Observatório Congolês dos Direitos Humanos) na RDC, Luanda refutou a existência da «lista» e consequentemente a Embaixada de Angola em Kinshasa negou ter transmitido qualquer documento às autoridades congolesas onde solicitava a detenção de presumíveis nacionalistas cabindas.

Face à posição inflexível angolana, reiterada pela sua embaixada em Kinshasa, o chefe do executivo congolês, Adolphe Muzito, terá decidido também não reconhecer e invalidar o documento com os nomes de 23 cabindas residentes no estrangeiro que Angola quer na prisão.


(Ler texto na integra na edição de Setembro da Password Confidencial Newsletter )

(c) PNN Portuguese News Network

2011-07-29 19:01:39

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Comentários

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Comentários
  
tommy lelo zinga  2013-06-11 12:33:40
Quelque soit la duree de la nuit le soleil finit par apparetre......

felixzaugomes@hotmail.com.  2013-03-25 18:50:16
nao me levem amal e mogracia para todos nos?

conde joao  2012-11-03 09:09:01
silencio nao comente.

Mabiala o songo  2012-05-19 16:00:14
Voce não quere deixar cabinda em paz, mais no meio opinião orgaizam-nos o Estado de Cabinda, Saude, Agua, Energis, um bom porto internacional para que não dependemos mais do congo e luanda. que meu povo vive avotade com os baixos prços de alfandega. sei que o presidente angolano quer nos foder ate no cou mais. cabinda nos pertence.

kibuka  2012-01-27 15:26:51
José Eduardo Dos Santos,tenha pelomenos um bocado de vergonha,deixa os filhos de Cabinda em Paz, é do nosso conhesimento e do mundo que Cabinda nao é Angola,e numca serrá,mas podem comtinuar a manipolar,mas aquilo que todos Cabinda querem há de acomtecer cem a juda dos ladroes Americano,Francese,Portugues,e autros,voces podem aumentar autras listas isso nao nos asusta em nada,voces vao pagar por cada Cabinda que voces matarom pelo ajuda dos traidores... Dos Santo o tribunal internacional está a sua espeira voce com os seus cumplice.............. viva Cabinda em Paz.

  2012-01-12 12:56:11
O homem da Paz falou bem de Cabinda ao Cunene não mais Guerra, um abraço homem da paz.

Kingueira  2012-01-12 12:51:34
de Cabinda ao Cunene um so povo uma so nação vamos todos nos unir e tudo vai bem assim disse: o Kingueira, no Samba Bar. Cabinda.

homen da paz  2011-10-18 00:20:49
sim vamos acabar com a maldade em Angola, de cabinda ao cunene, PAZ

DEMORGAN SANAMBY : ULA-Pólo de Cabinda  2011-09-06 23:58:39
NÃO SE DEVE UNIR O QUE DEUS SEPAROU!
CABINDA É E SEMPRE SERÁ UMA REPÚBLICA, MESMO SEM O RECONHECIMENTO DE ANGOLA.
SEJAMOS TODOS HOMENS E MULHERES, DEFENSORES DA VERDADE E DA JUSTIÇA. VAMOS SELECCIONAR PRETO NO PRETO E BRANCO NO BRANCO...

CABINDA É CABINDA E PONTO FINAL, DISSE.


gustavo  2011-08-28 16:35:29
cabinda e nosso deche por favor

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"Kupódi túmuka ko: Nti ava kaménina."
(Ninguém pode arrancar: A árvore (adulta) que já tem raízes.)
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