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FLEC/FAC acusa Liberal Nuno de ser agente duplo ao servio de Angola

Cabinda - O secretrio-geral da Frente de Libertao do Enclave de Cabinda - Foras Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), Alexandre Tati, em entrevista exclusiva PNN, minimiza a importncia das declaraes imprensa proferidas por Liberal Nuno no dia 24 de Abril. Por outro lado, o secretrio de Estado do Ministrio da Segurana do movimento revela um documento confidencial e comprometedor onde acusa Liberal Nuno de ser um agente dos servios secretos angolanos encarregado de vrias misses, entre as quais da eliminao fsica de Nzita Tiago.

Ns (FLEC/FAC) desde muito tempo que conhecamos a misso de Liberal Nuno, a soldo dos servios secretos angolanos, afirmou Alexandre Tati, garantindo ainda PNN que a FLEC/FAC, mesmo com o conhecimento das actividades de Liberal Nuno, preferiu utiliz-lo como pombo-correio, no intuito existir sempre uma forma de dilogo com a parte adversria.

A misso de Liberal Nuno era infiltrar-se na FLEC/FAC, adiantou o secretrio-geral do movimento, procurando desta forma obter protagonismo no movimento, influenciar o presidente em medidas pr MPLA, neutralizar o presidente e at mesmo liquid-lo, precisou. Segundo Tati, Angola deu um prazo a Liberal Nuno para atingir estes objectivos. Perante o insucesso da sua misso, e num acto de desespero, Liberal Nuno fez essa conferncia de imprensa com a pretenso de provocar uma ciso no seio da FLEC/FAC e denegrir a imagem do nosso presidente.

Para Alexandre Tati, Carlos Puna o legtimo representante da FLEC/FAC em Lisboa. Por outro lado, referiu, no passado de 25 de Abril o Comit Central da FLEC/FAC decidiu unanimemente, tal como est previsto nos estatutos do nosso movimento, nos artigos 31, 32 e 33 alnea 7, a excluso e suspenso de todas as funes polticas de Liberal Nuno na FLEC/FAC, este receber brevemente uma carta que lhe o informar desta deciso j tomada e em aplicao da mesma desde o passado dia 25.

Carlos Antnio Moiss, secretrio de Estado do Ministrio da Segurana da FLEC/FAC no interior, confirma a mesma posio. Numa carta dirigida a Nzita Tiago datada de 18 de Fevereiro de 2002, informa que Liberal Nuno foi director e proprietrio da empresa Wapussoca, um grande homem de negcios angolano, originrio do Huambo e que tinha laos estreitos com a UNITA (...) o mesmo Wapussoca manifestou ser da UNITA s depois da assinatura dos acordos de Bicesse e do protocolo de Lusaka.

Antnio Moiss adianta no mesmo documento que Liberal Nuno, agente clandestino dos Servios de inteligncia do MPLA, foi infiltrado nesta empresa para desvendar o mistrio da Wapussoca que tambm tinha muito boas relaes com os dirigentes do MPLA. Liberal Nuno, revela a mesma carta, foi encarregue por Wapussoca de ir a Windoek (Nambia) comprar viveres para a UNITA quando esta se encontrava j nas cidades. A primeira vez a operao foi bem sucedida. A segunda vez, foi-lhe entregue 1,7 milhes de dlares para a mesma operao. J na Nambia, este desvia a importncia e foge para Portugal juntamente com a mulher e filhos.

O secretrio confirma ainda que a partir de Portugal, Liberal Nuno, onde leva uma vida clandestina, recebe a misso de aproximar a FLEC/FAC com os seguintes objectivos: Infiltrar o movimento e lutar para ocupar uma posio relevante. Influenciar as ideias e tomadas de posio do presidente da FLEC/FAC para com o Governo. Flexibilizar a posio da FLEC/FAC sobre a independncia de Cabinda. Caso possvel, neutralizar o presidente da FLEC/FAC fisicamente para criar o pnico no seio do movimento, pois para os seus mentores, o desaparecimento fsico do lder significa o fim da FLEC/FAC.

O responsvel pelo Ministrio da Segurana da FLEC/FAC revelou igualmente que Liberal Nuno, mandatado por Angola, tentou recentemente corromper os membros da direco da FLEC/FAC onde teria proposto 20 milhes de dlares ao presidente do movimento a fim que este aceitasse as condies de Angola para Cabinda. A mesma proposta era extensiva aos outros membros da direco aos quais oferecia dois milhes de dlares para se entregarem e aceitarem as condies angolanas. Antnio Moiss precisa ainda que o presidente do movimento, recusando a proposta, ter perguntado a Liberal Nuno se esse dinheiro era para trair os mrtires da libertao de Cabinda ou para trair os actuais combatentes pela libertao.

No campo militar, o secretrio-geral da FLEC/FAC, segundo na hierarquia do movimento, baseado no interior, adiantou ainda que ocorreram alteraes estratgicas no organigrama das Foras Armadas de Cabinda, onde Estanislau Miguel Boma, Ministro da Defesa, passou a acumular a Chefia do Estado Maior, posto ocupado at Fevereiro passado por Francisco Luemba, que entretanto passou disponibilidade.

Alexandre Tati minimizou igualmente as declaraes de Liberal Nuno: A sua tentativa difamatria com vista de provocar uma ciso na FLEC/FAC no novidade nem foi uma surpresa, pois j tnhamos o perfil de Liberal Nuno e aguardvamos pacientemente uma atitude deste tipo. O mesmo responsvel adiantou ainda que se os angolanos pretenderem negociar qualquer futuro para Cabinda com Liberal Nuno, no ter qualquer validade nem reconhecimento dado que Liberal Nuno no representa ningum.

(c) PNN Portuguese News Network

2003-05-03 10:58:23

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Comentrios

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Comentrios
  
joaquim kambu mavungo  2012-04-30 08:13:04
suis tres ravis de lire cette message alors nous voulons que les imbecille des angolais qu on laisse notre terre prcq ilya bcp de peuple qui meurt la bas je demande a notre pre4sident citoyen HENRIQUE TIAGO NZITA quil fasse tout pour nous liberer
suis en canada


Emers  2011-11-27 01:32:05
Acreditamos e confiamos nos nossos dirigentes da flec fac, fora povo de cabinda

Alexandre suami Taty  2011-08-23 15:34:47
para dizer que a flec o nosso partido dever com razo lutar pelos directos do povo de cabinda para mostrar ao mundo que h anos rejeita a situao de cabinda que somos uma nao verdadeira e no fracassada como a USA/EUA tornou cmplice de Angola dando o povo de cabinda peixe envenenado de petrleo. Fora flec!

brazas  2011-05-09 19:04:28
kero solucao activa de cabinda

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(Ningum pode arrancar: A rvore (adulta) que j tem razes.)
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