FLEC - Assina: Stéphane Barros Mang´ga
COMUNICAÇÃO DO SECRETÁRIO NACIONAL DO NKOTO LIKANDA
Memória e Nova consciência p/ uma dinâmica de vitória
Por ocasião da celebração do centésimo décimo segundo aniversário do Tratado de Simulambuco, a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, informa através do seu orgão suprêmo o Conselho Nacional do Povo de Cabinda/ Nkoto Likanda, a comunidade internacional, a angolana e de Cabinda em particular, a s/ posição política face aos recentes desenvolvimentos ( fracassos, recuos e falta de adesão popular na implementação) do acordo fraudulento dito de paz em Cabinda conseguido por métodos anti-democráticos e inéticos e como não podia deixar de ser, rejeitado sem apelo nem agravo pela esmagadora maioria do Povo de Cabinda. Este acordo que visa apenas expôr os recursos estratégicos de Cabinda aos interesses selváticos do regime angolano de ocupação e das multinacionais sem escrúpulos, não atenta aos direitos e interesses básicos do Povo de Cabinda que passam pela justiça e dignidade política em primeiro lugar seguidas da paz dos corações ( contrária à paz sitiada e musculada promovida pelo contingente militar angolano em Cabinda que prossegue em nome do memorando de entendimento e de um pretenso Estatuto Especial, a guerra do petróleo e de ocupação.
E, hoje, 01 de Fevereiro data histórica reafirmamos a identidade singular da entidade política e territorial de Cabinda distinta da de Angola conforme o reconhecimento da Sociedade das Nações, da organização das nações unidas e da unidade africana hoje união africana, dando cumprimento ao espírito e a letra do texto do Tratado ( artigo 3º) que reproduz e traduz fielmente a vontade e o direito do Povo de Cabinda à independência que desejamos hoje mais do que no passado via acordo com angola ou referendo de autodeterminação por não ter sido garantida como se impunha naturalmente via descolonização.
Cabinda, os Cabindas, e a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, dispensam em toda linha o actual processo de Paz e s/ premissas ilusórias por ser marginal, inconsistente e desajustado com o conceito de liberdade, de justiça e paz verdadeira partilhado pelo povo de Cabinda, e por reflectir e replicar a inexistência de seriedade e boa vontade política de angola na abordagem da solução p/ o conflito e p/ a guerra em Cabinda, demonstradas à saciedade em anteriores processos de conversações (Safica, Luanda, Namibia, Brazzaville, Libreville e Chicamba) encetas pelo governo angolano e que ficaram marcadas pelo suspeição permanente e falta de confiança, visão e objectividade nas propostas de Angola.
E, por considerarmos o memorando de entendimento assinado entre Angola e Bento Bembe como um acto de traição, indignidade e oportunismo político e logo ferido de morte porquanto o processo consubstancia uma solução marginal e marginalizante, ilegítima, ilegal, banal, exclusiva e sem concessões políticas, impõe-se uma solução internacional e democrática. Daí o apelo insistente da Flec e do Povo de Cabinda e a exigência de um enquadramento internacional superior junto do Novo Secretário Geral das Nações Unidas, o Embaixador Ban Ki Moon (oriundo de um país a Coreia - que viveu a dramática experiência da ocupação Japonesa 1905-1945) p/ se demarcar das teses oficiais e enganosas, desprestigiantes e desacreditadas do Estado Angolano que se reclama de Direito e convive alegremente com uma flagrante situação de ocupação do território de Cabinda onde as s/ forças militares, para-militares e agentes da polícia política continuam a praticar graves violações dos Direitos Humanos e crimes de guerra, contra a humanidade e contra o meio ambiente.
Enquanto não for dado provimento e cumprimento às reivindicações justas do Povo de Cabinda, a palavra de ordem é congregar e mobilizar vontades talentos e recursos em torno da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, da s/ Liderança e Direcção política e Estado-Maior operacional e resistir com toda energia e determinação contra a ocupação e à indiferença da comunidade internacional acomodada aos factos consumados e à s/ incapacidade de indignação e de reacção perante a vergonha do escândalo político-financeiro e humano do conflito de Cabinda e do memorando de triste memória de des (Entendimento) e da Paz vigiada e armada em Cabinda.
O Conselho nacional do Povo de Cabinda (Cnpc/ Nkoto Likanda) confirma e garante que o Povo de Cabinda está mais do que nunca unido e reunido em torno da Flec(s/ único representante legítimo e histórico) e do s/ projecto humanista de emancipação política, de liberdade, justiça e paz e ainda de progresso social p/ Cabinda.
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Feito em Cabinda, a 01 de Fevereiro de 2007.
Pela Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC)
O Conselho Nacional do Povo de Cabinda/ Nkoto Likanda.
Stéphane Barros Mang´ga.
SECRETÁRIO NACIONAL
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2007-01-30 20:08:50
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