BM e FMI afirmam que há 50 milhões de pessoas a viver em pobreza extrema
Washington - Os líderes do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), reunidos esta noite em Washington, alertam para que a crise económica já atirou para a pobreza extrema 50 milhões de pessoas, provocando uma catástrofe humana nos países em desenvolvimento.
Num comunicado divulgado no final da reunião do BM e do FMI, os líderes alertam para que a crise internacional está a transformar-se em «catástrofe humana e num desastre nos países em desenvolvimento. E esses fenómenos poderão acentuar-se-á ainda mais.»
«A economia mundial deteriorou-se consideravelmente desde a nossa última reunião», continua o comunicado. «Esta evolução tem consequências particularmente graves nos países em desenvolvimento, onde a crise financeira e económica se transforma em catástrofe humana e num desastre no plano do desenvolvimento», refere o mesmo documento, adiantando que «Nós devemos atenuar o seu impacto nos países em desenvolvimento e facilitar a contribuição destes para a retoma mundial».
Em conferência de imprensa à saída da reunião, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick considerou que não é ainda possível prever a duração da crise e admitiu que seria muito difícil atingir os objectivos do milénio nos prazos previstos
O principal objectivo, de diminuir para metade (entre 1990 e 2015) a proporção dos que vivem abaixo do limiar da pobreza (1,25 dólares por dia) e dos afectados pela fome, tem sido afectado pela crise financeira e económica actual.
«Antes de surgir a crise alimentar em 2007 (com um aumento brusco das matérias-primas agrícolas) havia cerca de 850 milhões de pessoas com fome crónica nos países em desenvolvimento. Este número aumentou para 960 milhões em 2008 e deverá ultrapassar os mil milhões em 2009», prevêem FMI e Banco Mundial.
(Foto: Robert Zoellick)
(c) PNN Portuguese News Network
2009-04-27 10:04:29
|