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Festival Panafricano

São Tomé e Príncipe: Participantes do Festival Panafricano regressam a casa

São Tomé - Regressaram a São Tomé e Príncipe as 60 pessoas que representaram São Tomé e Príncipe no Segundo Festival Panafricano na Argélia. Os participantes desfilaram com o símbolo do Museu Nacional e de uma tartaruga, espécie em vias de extinção em São Tomé e Príncipe.

Segundo o titular da Pasta da Cultura, Jorge Bom Jesus, foi um momento fabuloso aquele em que todos os países africanos estiveram reunidos no grande festival de cultura africana sobre o Ciclo do Renascimento em 1969, ano do primeiro festival, realizado para celebrar as independências e a luta pela liberdade em África. Hoje, volvido 40 anos, todos os países têm a sua independência. «O objectivo principal deste festival, a ser preparado desde 2003, é a afirmação de África do ponto de vista cultural, económico e da pacificação. Os santomenses têm um grande respeito por Argel, encarando a cidade como a capital do norte de África. Argel teve um papel importante no acordo para a independência de São Tomé e Príncipe, em Novembro de 1974», enfatizou o ministro santomense.

O Festival decorreu em várias cidades argelinas mediante o contexto do grupo cultural de cada terra. O Grupo dos Amigos da Cultura Irmãos Leite, juntamente com outros artistas do arquipélago deram um grande espectáculo, apresentando músicas dos anos 40 assim como temas mais recentes. Para os artistas plásticos, o ponto alto do festival terá sido a aprendizagem e a troca de ideias, entre os artistas e agentes culturais. A organização esmerou-se na organização do evento, onde tudo foi preparado com profissionalismo, com eficácia e competência.

A ministra da Cultura argelina, informou-nos que este trabalho teve início desde a sua chegada ao Ministério, há cinco anos. «O festival mostrou claramente o que África faz na área do folclórico e do tradicional, sem falar da modernidade, como a banda desenhada e a exibição dos materiais modernos de arquitectura», acrescentou o ministro da Cultura Jorge Bom Jesus.

O dirigente santomense deixou o recado aos políticos de São Tomé e Príncipe de que é preciso haver estabilidade para qualquer dirigente trabalhar, fazendo uma alusão ao trabalho da Ministra Argelina e à organização deste mega festival, aberto para o futuro mas, com as raízes do passado.

No festival houve ainda uma encenação de um mestre argelino que fez recordar partes da história de África, sobretudo a mais dolorosa, a escravatura dos povos africanos.

IM

(c) PNN Portuguese News Network

2009-07-28 16:11:22

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