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Cabinda: Guerrilha reivindica a morte de sete militares angolanos
2009-11-12 16:07:58
Cabinda – A guerrilha em Cabinda reivindicou esta quarta-feira, 11 de Novembro, a morte de sete militares angolanos durante um ataque contra uma viatura da FAA, onde um general terá sido ferido.
«Uma viatura militar das FAA (Forças Armadas de Angola) foi atacada por combatentes cabindeses na estrada que liga as vilas de Buco-Zau e Dinge fazendo sete mortos e vários feridos do lado das forças angolanas» avança Estanislau Miguel Boma, Chefe do Estado Maior das Forças Armadas de Cabinda, num comunicado à imprensa.

No mesmo documento Estanislau Boma indica que o ataque ocorreu às 09:30 horas de terça-feira, 10 de Novembro, nas áreas de Sassa Zau, durante a operação foi «ferido o General das FAA, comandante adjunto do Batalhão das tropas angolanas desdobrado no Buco Zau».

Angola recusa confirmar a mortes de militares angolanos ou a existência de combates em Cabinda, alegando que a guerra em Cabinda terminou com a assinatura do cessar-fogo que marcou a rendição da facção da guerrilha FLEC Renovada na véspera da assinatura do Memorando de Entendimento pela equipa do actual Ministro sem pasta António Bento Bembe.

Durante um debate na radio «África N/o 1», realizado na capital gabonesa, Libreville, representantes do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) de Bento Bembe sustentaram também a «inexistência de combates em Cabinda» e afirmaram que todas as correntes da resistência armada, incluindo a FLEC/FAC, estavam em sintonia com o Ministro sem pasta. Afirmação «categoricamente desmentida» pela resistência que afirma que a guerra prossegue em Cabinda apesar das «afirmações de alguns dissidentes do movimento que beneficiam da instabilidade no território para garantirem os frágeis cargos negociados com o Memorando».

Fonte em Luanda garantiu à PNN que o Governo angolano está «desiludido» com a inércia da equipa liderada por Bento Bembe face à actividade da guerrilha e dos nacionalistas em Cabinda, e estaria a «dar sinais de pretender renegociar a paz no território, com todas as forças cabindesas excluídas no Memorando».
(c) PNN Portuguese News Network
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