O renascimento da euforia da indústria petrolífera são-tomense
São Tomé - Com o aproximar da data limite de apresentação de propostas para atribuição de concessões de blocos petrolíferos, marcada para 15 de Setembro, voltam-se as atenções internacionais para a decisão do Executivo são-tomense.
Numa altura em que já se desvaneceu a euforia com que, nos primeiros anos da década, se admitia que São Tomé pudesse vir a beneficiar de substanciais rendimentos provenientes desta indústria, volta a tornar-se temática da agenda internacional o petróleo são-tomense, como fazem prova alguns relatórios publicados e conferência realizada em Londres no último mês de Agosto.
A Primeira Licitação Pública Internacional de Blocos, lançada no dia 2 de Março do corrente ano, surgiu como resultado do enquadramento jurídico concretizado pelo Decreto-Lei que veio definir e organizar a Zona Económica Exclusiva (ZEE) em 3 zonas de exploração e 19 blocos petrolíferos.
Em cerimónia realizada simultaneamente em Londres e em S.Tomé, este leilão internacional, faz recair, na actualidade, a atenção dos grandes players da indústria, que tentam, por vias informais, tomar a liderança da exploração petrolífera são-tomense, destacando-se a Petrobrás e Sonangol.
O actual modelo de Contrato de Partilha de Produção, enquadrado na recente Lei-quadro das Operações Petrolíferas, aprovada em Assembleia Nacional em Junho 2009, tem obtido especial atenção de vários actores da indústria petrolífera mundial, a tal não sendo alheia a promoção agressiva da Zona Económica Exclusiva de São Tomé.
Deste modo, a Estratégia do Sector Petrolífero na República Democrática de S.Tomé e Príncipe, elaborado pela Agência Nacional do Petróleo, parece vaticinar um sucesso internacional, talvez potenciando uma renascida euforia com o ouro negro no quotidiano são-tomense.
(c) PNN Portuguese News Network
2010-09-10 16:30:51
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