Links Úteis
Confidencial

Subscrever Newsletter

Política

Retoma a designação original

Cabinda: FLEC reconhece que a sua luta está numa «situação catastrófica»

Cabinda – Os fiéis de Alexandre Tati e Estanislau Boma decidiram repor o nome original à FLEC, rejeitando assim as resoluções de Paris em 2007, e reconhecem que, devido às intrigas e divisões, a luta está numa «situação catastrófica».

Através de um comunicado que a PNN teve acesso os responsáveis da residência cabindesa em África, a convite do Alto Comando das Forças Armadas de Cabinda (FAC), reuniram de 03 a 04 de Setembro onde decidiram de «pôr um termo ao período de transição» que iniciara a 29 de Junho quando decidiram exonerar em bloco todas as estruturas do movimento no estrangeiro.

Durante a mesma reunião os presentes decidiram também «retomar a definição original» do movimento, Frente de Libertação do Enclave de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), alterado «por razões oportunistas», segundo o comunicado, em Paris durante a reunião do Nkoto Likanda em Agosto de 2007.

Sem surpresa, Alexandre Tati assumiu a presidência da FLEC/FAC «até à realização do congresso», não precisando contudo a data. A trégua declarada a 10 de Janeiro foi reconduzida e o movimento reafirmou a sua disponibilidade para encontrar uma solução pacífica para o conflito em Cabinda. Por fim alertou a população cabindesa para estarem vigilantes e «não voltarem a cair nas armadilhas da desinformação, das intrigas e de novas divisões que até aqui reduziram a luta à actual situação catastrófica».

Em 2004 na Holanda, quando da fusão da FLEC/FAC, liderada por Nzita Tiago, e da FLEC Renovada, de António Bento Bembe, o movimento assumira o nome de apenas FLEC, tal como fora baptizado na sua criação em 1963. Com a fusão de 2006 a FAC, separou-se da sigla passando a designar-se FACU, Forças Armadas de Cabinda Unificadas. Uma «unificação» que nunca seria de facto dado que as unidades da FAC nunca se fundiram com as da Renovada.

Com a dissidência de Bento Bembe em 2006 o movimento não alteroi o seu nome. Em 2007 o afastamento de Antoine Nzita, e mais quatro elementos, leva o presidente do movimento, Nzita Tiago, a convocar em Paris o Nkoto Likanda que decide substituir, na sigla, o termo de «Enclave» por «Estado» e integrar um conjunto de elementos que estavam dispersos por outros movimentos. Antoine Nzita rejeita a decisão e declara que prossegue com o movimento original de 1963, «FLEC Enclave».

No interior, os militares, também nunca aceitaram as resoluções emitidas por Paris em 2007, mas optaram por não se manifestarem até 04 de Setembro de 2010 quando decidem repor o nome original.

(c) PNN Portuguese News Network

2010-09-12 22:02:49

MAIS ARTIGOS...
  Cabinda: Residência de Jorge Congo cercada pela polícia
  Cabinda: Sete militares angolanos mortos na região de Massabi
  Cabinda: «Um conflito inútil que não teve qualquer razão para existir»
  FLEC denuncia «reforço excessivo» de efectivos militares angolanos em Cabinda
  Cabinda: Comandante «Cristo» poderá ser extraditado para Angola
  Cabinda: Comandante da FLEC capturado no Congo
  Nzita Tiago: «O problema de Cabinda pode ser resolvido em 30 minutos»
  Nzita Tiago: «FLEC/FAC está pronta para negociar com Angola»
  Cabinda: Cinquenta anos de guerrilhas
  Angola: General das FAA refere que situação política e militar é estável
  Eleições em Angola dividem nacionalistas cabindas
  Suíça: Cabindeses vão manifestar em frente à embaixada americana em Berna

Comentários

Nome:

E-mail:

Comentário:


Comentários
  
mayoka  2011-07-12 10:38:18
comment se passe le problème de l'église catholique de Cabinda pou le moment?

Manuel Mbambi  2010-11-17 14:25:18
Na verdade que cabinda não pertence o território angolano,eu acho que nós o povo tchioa devemos nos unir p´ra juntos resolvermos a situação

joao mayala  2010-11-14 12:57:32
e so com a uniao dos cabindes que se faz a verdadeira luta de liberdade de cabinda ; peco- vos que acabem com bla bla e vamos a frente

PAI FILIPE  2010-11-04 11:29:56
quero saber um pouco sobre a situaçao politica em cabinda e com esta ser resolvido entre o governo de angola e os cabindeses?

João Alexandre Maciel Pires  2010-11-01 18:00:40
É facto que Cabinda não,nem nunca foi,território Angolano.Como tal Angola deveria,como quiz para si,reconhecer a INDEPENDENCIA de Cabinda sem mais delongas a fazendo justiça.Petróleo não pode valer mais do que dignidade e é indigno que Angola se valha da força para submeter Cabinda.

rwnrspgc  2010-10-24 14:59:31


Biatusalu  2010-10-11 20:14:40
Esta luta ja anda perdida desde Long Teme, sonho duma Cabinda free é como alguem, sonhor substituir Deus no seuitrono, aquestao de cabinda nao esta na mao do governo angolano ne na mao do Flec, mais sim na mao dos grande poderoso. quem lebra adeclaracao do Durao baroso na suica, ele disse! Cabinda segundo o plano international da Uno é Angola. nos nao podemos estar a dormir e sonha uma coisa e sacrificar tanta gente numa coisa que ninguem quer que seja de nao ser os flekistas. Angola nao ocupou cabinda militaremente, se angola tinha ocupar cabinda militaremente, eu voz garanto meu irmao cabinda ja seria FREE, voces nao pode imaginar o mpla ocupado pela russia e cubanos, os americano em cabinda explorar o petroleo e ne deram ajuda na Flec preferiram savimbi que a Flec onde eles tirava o petroleo, nao estou contra a luta dos cabinda, o povo cabinda tem sim direito de fazer uma luta contra o regime ditatoria do JES sim para melhor condicoes da vida, eu pessoalmente apoio iniciativa da Flec e da luta deles, so que o preto é mesmo preto, nao tenho certeza uma Cabinda FREE os cabinda vao ter melhor condicoes da vida, o Zita e outro nao sao fiel, piore ainda o Zita, com a idade que tem nao quer ceder o poder entao imagina se era o presidente de cabinda como seria?

Esperança  2010-10-02 15:36:14
Agradecer primeiro ao Ibinda.com pela grande viragem e mudanças introduzidas no nosso querido Site. O meu muito obrigado! Em seguida, pesso que este site seja mais democrático e mais dinámica divulgando os inumeros acontecimentos no interior de Cabinda e nao só. Estaremos prontos, nós ca do interior, em fornecer tudo o que podermos para o efeito. Muito Obrigado-Jose Bras

Sebaluarte Pedro Tchitocumbola  2010-09-28 22:04:40
Agradeço por tudo que acontece na nossa revolução cabindez, vejo que todos os espinhos estão a ser removidos... e o poder das bombas jamais poderá destruir esta nacionalidade do Cabinda. Eu não fico triste com essa contradição que acontece entre nós irmãos cabindas. Porque o que mais me enterrasse, é a descoberta da verdade que andava oculta pela comunidade Internacional. Com tudo e por todos, vamos apoiar e auxiliar o nosso Pai Nzita, para que haja a conclusão e a finalidade do conflito que tanto nos fera, com a nossa verdadeira paz que é a nossa independência total e imediato. Assinou o Fp. Se baluarte Pedro Tchitocumbola.

PROVÉRBIOS
"Kupódi túmuka ko: Nti ava kaménina."
(Ninguém pode arrancar: A árvore (adulta) que já tem raízes.)
Outros
Relatório da Mpalabanda 2005 (pdf)

Relatório da Mpalabanda 2004 (pdf)

Entrevista de Dom Duarte ao IBINDA.COM
Cartoon
Hospedagem de Sites Low Cost Jornal Digital Luanda Digital Bissau Digital Jornal de São Tomé Timor Leste Cabo VerdeMaputo Digital
Notícias no seu site Recrutamento Estatuto editorial Ficha técnica Contactos Publicidade Direitos autorais